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The wild blackberries of the Beira-Baixa region, Portugal, are characteristic fruits of shrubs of the Rubus genus, which grow in temperate zones and are harvested in th
e summer. These blackberries have a richness of flavours resulting from the balanced relationship between sugars and acids, which gives them a sweet flavour with a slightly spicy note, much appreciated in sensory analyses carried out by panels of tasters, with the Rubus ulmifolius species standing out for having the best flavour evaluation.
Propriedades das Amoras Silvestres da Beira-Baixa
Composição nutricional:
As amoras silvestres têm um teor de humidade entre 84,9% e 87,9%, proteínas entre 1,2% e 1,4%, gordura entre 0,3% e 0,7%, cinzas entre 0,4% e 0,7% e glúcidos entre 9,9% e 12,4%. Os sólidos solúveis variam entre 10,4 a 14,1º Brix, e a acidez entre 4,4% e 13,7%, dependendo do ano e da espécie.
Compostos bioativos:
Apresentam teores significativos de compostos fenólicos totais (150,92 a 295,05 mg de equivalentes de ácido gálico por grama) e antocianinas (0,19 a 31,42 mg/g), que conferem propriedades antioxidantes ao fruto. O potencial antioxidante medido pelo método FRAP varia entre 509,92 e 889,76 μmol/g, destacando-se algumas cultivares pela maior capacidade antioxidante.
Vitaminas e minerais:
São ricas em vitaminas A, B, C, E e K, e minerais como potássio, magnésio, ferro e manganês.
Benefícios para a saúde
Ação antioxidante e anti-inflamatória:
As amoras silvestres possuem compostos antioxidantes, como antocianinas, flavonoides e ácido elágico, que ajudam a proteger as células do envelhecimento precoce, prevenindo a formação de radicais livres e contribuindo para a prevenção de doenças crónicas, incluindo alguns tipos de cancro e doenças cardiovasculares.
Fortalecimento do sistema imunitário:
A elevada concentração de vitamina C ajuda a reforçar a imunidade, aumentando a resistência a infeções e inflamações.
Saúde cardiovascular:
O consumo de amoras contribui para a regulação da pressão arterial e redução do colesterol, graças à presença de potássio, magnésio, resveratrol e gorduras saudáveis (mono e poli-insaturadas). Estes componentes ajudam a prevenir enfartes e AVCs, promovendo a saúde dos vasos sanguíneos.
Saúde óssea:
A vitamina K, cálcio e ferro presentes nas amoras colaboram para a regeneração e fortalecimento do tecido ósseo, sendo importantes para a prevenção da osteoporose e manutenção da saúde dos ossos em adultos e idosos.
Controle do peso e saúde digestiva:
Por serem ricas em fibras e com baixo índice calórico, as amoras ajudam na regulação do trânsito intestinal, promovem sensação de saciedade e auxiliam na perda de peso.
Proteção da visão:
A presença de zeaxantina, um antioxidante, ajuda a proteger a retina e prevenir doenças oculares como cataratas.
Proteção hepática:
Flavonoides nas amoras têm ação hepatoprotetora, ajudando na saúde do fígado.
Riqueza de Sabores
As amoras silvestres da Beira-Baixa têm um sabor característico que resulta da harmoniosa relação entre açúcares e ácidos orgânicos, com uma acidez que varia conforme a espécie e o ano da colheita. O sabor é descrito como doce e picante, com uma cor escura e brilho pouco intenso, típico das amoras silvestres. Algumas espécies, como Rubus brigantinus, são particularmente apreciadas pelo sabor mais familiar aos consumidores. Além do consumo fresco, as amoras são utilizadas em compotas, gelados, geleias, sumos, xaropes, vinhos e licores, valorizando a sua versatilidade gastronómica e o sabor intenso que proporcionam.
Em suma, as amoras silvestres da Beira-Baixa são frutos nutritivos, ricos em antioxidantes, vitaminas e minerais, com benefícios comprovados para a saúde cardiovascular, imunológica, óssea, digestiva e visual, além de apresentarem uma riqueza de sabores que as torna apreciadas tanto ao natural como em diversas preparações culinárias.
